Universitários criam aplicativos que identificam conteúdos relacionados a crimes de ódio virtuais

Em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, universitários usaram a tecnologia a serviço da sociedade. Um aliado importante no combate aos crimes virtuais foi desenvolvido por alunos do curso de Sistemas de Informações da Unigranrio. O aplicativo Maria (Múltiplas Ações Realizadas com Inteligência Artificial) se propõe a fazer uma varredura em redes sociais para identificar postagens com conteúdos relacionados a crimes de ódio virtuais e prever possíveis ataques terroristas, rixas de torcida e também manifestações de vândalos.

A ferramenta conquistou o primeiro lugar na segunda edição do Hackathon (hacker +marathon) da Baixada Fluminense. O evento, realizado pela Unigranrio de Duque de Caxias, teve o tema “Ideias disruptivas à Segurança Pública’’. Todos os alunos participantes tiveram 24 horas para criar o aplicativo.

— A ideia surgiu no cenário dos crimes que acontecem hoje: combinados ou orquestrados pela internet e crimes de ódio. O objetivo é que isso seja combatido pelas autoridades — explicou Matheus Manhães, de 23 anos, aluno do 7º período de SI e um dos integrantes da equipe PseudoCoders, que conquistou o primeiro lugar na disputa.

A ferramenta usa a inteligência artificial para fazer análise de sentimento em expressões contidas nas publicações em redes sociais. O objetivo do grupo — que também conta com os estudantes Lucas Sodré, de 23 anos, e Matheus Genteluci, ambos dos 7º períodos, e Rafael Peixoto, do 8º — é apresentar o projeto às autoridades de Segurança Pública do estado do Rio de Janeiro, revela o Extra.

— O foco dos trabalhos é que a gente consiga financiar os projetos e gerar startup (empresas em estágio inicial de desenvolvimento). Queremos mostrar à Polícia Civil e às secretarias de Educação, porque ele também consegue detectar ações de suicídio — explica um dos organizadores do Hackathon e coordenador dos cursos de Tecnologia de Informação da Unigranrio, Daniel de Oliveira.

Thiago Souza, professor dos cursos de TI e co-organizador do Hackathon, disse que a banca de jurados que escolheu os primeiros colocados foi bem eclética:

— Nossa preocupação foi ter pessoas que entendem de segurança pública sob diferentes perspectivas.

Mais grupos vencedores

Cada integrante da equipe que conquistou o primeiro lugar ganhou um celular. Mas outras duas equipes também foram premiadas. Em segundo lugar, alunos da equipe Nexus — composta por Thainá Monteiro, Victor Baptista, Lucas Casimiro, Guilherme Cabral e José Matheus — criaram o projeto Restarter, aplicação Web, que tem como objetivo oferecer vagas de emprego para ex-presidiários e ofertar essa mão de obra para as empresas que irão disponibilizar as vagas.

— Eles podem se cadastrar em vagas de emprego, medir seu níveis de conhecimento e se inscrever em cursos de qualificação. A ideia seria fechar parceria com ONGs que trabalham com presidiários e ex-presidiários — explica Thainá, de 19 anos, do 3º período.

Em terceiro lugar, a equipe Brainstorming, dos alunos Klicia Neves, Larissa Guimarães, Lucas Lubanco, Lucas Lopes e Tiago Melo, desenvolveu o projeto “O Silêncio Acabou’’, que auxilia mulheres que sofrem com violência doméstica e psicológica. A aplicação pode ser tanto no aplicativos quanto no site ou redes sociais.

— A ideia é ajudar a mulher no apoio e libertação — diz Larissa, de 22, do 10º período de Engenharia Química.

29/05/2019

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