Número de mortes em confrontos policiais cresceu lentamente em Alagoas

O número de mortes de mortes decorrentes de intervenções policiais aumentou nacionalmente em 19,6% em 2018 de acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Em Alagoas esses crescimento foi de apenas 3%, em comparação as mortes registradas entre 2017 e 2018.

O desenvolvimento dos confrontos entre policiais e criminosos nas ruas tem sido quase que diariamente em nossa capital, tendo sido ocasionado por um maior número de abordagens realizadas. Desde 2015, que esse número de mortes em confronto vem sendo contínuo.

Conforme dados da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP), em 2015 foram 96; em 2016 foram 108; em 2017 foram 141 e em 2018 foram 144. Ainda segundo os dados do Anuário, os policiais militares foram os responsáveis pela maioria dessas mortes

Para Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP), quando há um confronto, o policial reage à “injusta agressão sofrida”, saindo para as ruas, durante as operações, com provas técnicas que comprovam a procedência dos crimes investigados e a lisura do trabalho da Segurança Pública.

“A Segurança Pública tem que estar sempre atenta, para estar à frente da criminalidade e assim combater os crimes. Evidentemente, a Segurança Pública lamenta qualquer morte ocorrida, as polícias não vão para as operações para matar ninguém. Quando há um confronto, o policial reage à injusta agressão sofrida. Eles são heróis por arriscarem suas vidas para defender o desconhecido”, colocou a SSP.

Ainda conforme dados extraídos do Anuário, o perfil nacional das vítimas repete a situação encontrada em outros anuários: 99,3% eram homens, quase 78% tinham entre 15 e 29 anos, e 75,4% eram negros. O presidente da Comissão de Segurança Pública a Ordem dos Advogados Seccional Alagoas, Napoelão Lima Junior, apesar do crescimento apontado, é percebível uma inclinação das policias em garantir o direito de defesa do suspeito em envolvidos em ilícitos durante as abordagens.

“Nós estamos atentos a fiscalização dos casos que ocorrem, principalmente em operações policiais quando ocorrem a maioria dos confrontos para que o direito da pessoa investigada seja garantido e que, paralelo a isso, os policiais possam continuar o exercício de suas funções regular ao direito deles”, afirmou Napoleão Junior.

16/09/2019

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